“Eu juro de verdade. Se eu pudesse, ainda estaria ao seu lado. Eu secaria todas as suas lágrimas e te faria sorrir de verdade. A gente inventaria mais mil histórias, e então riríamos, como se não houvesse interna melhor. Se eu pudesse, teria cumprido minha promessa, aquela de nunca mais sair do seu lado. Mas você me forçou a isso. Quando vi, você estava tão longe… Eu não ia continuar bancando a idiota que se importa enquanto você nem dava a mínima pra mim. Então deixei você ir. E pior que se foi mesmo. Mas eu quero ver, quero ver se aquela pessoa que você anda hoje vai ouvir seus desabafos sem falar que é besteira, idiotice. Se ela vai te ouvir sem te julgar ou fazer cara estranha dos seus segredos mais ocultos, ou se a amizade de vocês vai ser aquela que mesmo sem se ver há menos de um mês, vai dar um abraço de urso e fazer um escândalo junto contigo onde estiver. Se ela vai sair pagando mico contigo por aí, e gargalhar pela rua. Eu quero ver se vai ser como a gente. É, e agora que você está assim, o que ela está fazendo mesmo? Sim, eu estou aqui de longe, me mostrando indiferente, mas quero que você saiba… Eu só estou aqui porque você quis assim.
“Achei que te tinha esquecido. Tinha certeza. Como sempre, estava errada. Não o esqueci, e talvez isso seja impossível. Não sei por que. Mas fiz de tudo e não consegui. Não o vi por um tempo, escrevi cartas e mais cartas que nunca seriam entregues, tentei até me apaixonar outra vez. Por fim, tentei apaixonar-me por mim mesma. Nada deu certo. Por mais que tento esconder, ele ainda está em mim. Está na minha mente, e o que eu mais temia, no meu coração.